A Unidos da Tijuca pediu passagem ao frevo e realizou neste sábado, 01/10, a final de samba-enredo dos participantes de Pernambuco. O vencedor concorrerá com outros três finalistas do Rio, no próximo dia 15. A grande final pernambucana aconteceu no centro histórico de Recife, no Pátio São Pedro, com participação da população. O local teve um caráter simbólico, pois as primeiras pesquisas foram realizadas no Memorial Luiz Gonzaga, situado no local. Um palco foi montado na praça para a apresentação das composições dos quatro finalistas.
Intercâmbio cultural
A disputa, inédita, realizada fora do Rio de Janeiro, faz parte das ações de marketing e comunicação que visam reforçar o intercâmbio cultural entre a cultura pernambucana e carioca. O objetivo é reunir as expressões culturais mais amadas e cultivadas no Brasil: o samba e o baião. Neste intuito, a Tijuca promove trios de forró todos os sábados na sua quadra, unificando o conceito do enredo desenvolvido por Paulo Barros.
Pernambuco é um estado com grande diversidade musical, pois além do frevo e maracatu, o samba é uma forte manifestação do Carnaval da região metropolitana da capital. Em muitos bairros de Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes, o que leva o povo para as ruas não é o som das orquestras de frevo, nem muito menos a brincadeira das troças, bois e la ursa. O gingado vem das baterias compostas por surdo, rebolado, caixa, agogô, cuíca e maraca.
É assim no Morro da Conceição, Arruda, Afogados e São José, onde as tradicionais Galeria do Ritmo, Limonil, Gigantes do Samba e Estudantes de São José ditam o compasso dos dias de folia.
Disputa acirrada
Num clima de festa, o povo lotou a praça para torcer por seu samba. Integrantes das escolas de samba Gigante do Samba e Galeria do Ritmo marcaram forte presença para apoiar os compositores de suas comunidades que participavam da disputa.
Foi realizado um sorteio no palco para decidir a ordem de apresentação dos sambas, que tiveram o acompanhamento alternado das baterias das escolas locais. No final, foram anunciadas as colocações dos sambas no concurso, com entrega de troféus. A avaliação das apresentações ficou por conta do pesquisador, escritor e diretor cultural da Tijuca, Julio Cesar Farias.
É a democracia dos ritmos marcando presença no carnaval brasileiro! Viva Luiz Gonzaga, O Rei do Baião!
A classificação final foi:
1º Belo Xis, Cidinho da Gigante, Wellington do Pandeiro e Nino Flor
2º Júnio, Peixe e Eraldo
3º Kêka, Heleno Louvação, Nininho do Pandeiro e Kêko do Cavaco
4º Beto Sambstar, Jarmelino, José Almeida e Kinka
Parabéns a todos os compositores dos 43 sambas que disputaram o concurso da azul e amarela. Parabéns a todos os ritmistas que fizeram bonito, botando todo mundo pra sambar.






