Cidade do Samba trabalha sem parar para o Carnaval
Por Administrador, em 11 de fevereiro às 10h19
Quando a noite cai, é que começa o expediente de uma pequena multidão. Já outros saem do trabalho e vão direto para lá: os ensaios das coreografias das alas sugam o que resta da energia.
No Rio de Janeiro, nesses dias que antecedem a maior festa popular brasileira, o repórter Marcos Uchôa visitou uma fábrica onde o trabalho não para nem de noite, mas ninguém reclama.
Quando a noite cai na Cidade do Samba, aí é que começa o expediente de uma pequena multidão. Já outros saem do trabalho e vão direto para lá. Essa é a hora extra da felicidade. Os ensaios das coreografias das alas sugam o que resta da energia.
“Já cheguei até 23h30, quase 00h, morta, cansada para caramba, mas feliz à beça. Eu fico ansiosa quando é dia de estar aqui”.
É um sentimento compartilhado por muitos. Mas não é o único: “Dá fome e sede, mais sede do que fome”.
Nessa cidade, alguns fazem um bico, dão aulas para estrangeiros. Ana Paula, porta-bandeira da Viradouro, tem uma aluna da Finlândia, de uma das sete escolas de samba de lá.
“Vamos ter finlandês como porta-bandeira. Estou até preocupada com o meu cargo”.
A professora é dedicada e até leva o marido, o mestre-sala Robson para dançar com a pupila, tarde da noite. A essa hora deveriam cobrar bandeira dois.
A trabalheira e a barulheira estão por toda parte, mas mesmo lá existem recantos especiais.
Na escola, a gente aprende que na natureza existem os reinos animal, vegetal, mineral, mas existe também o Carnaval. Na Cidade do Samba, quase tudo é possível. A Unidos da Tijuca conseguiu a proeza de rimar Amazônia com Babilônia.
Uma das maravilhas do mundo antigo, os jardins suspensos de Babilônia foram recriados com mais de 5 mil plantas tropicais verdadeiras. Esse é um dos segredos do enredo da escola de samba . Essa ideia foi plantada oito meses atrás e vai desabrochar no domingo.
“É um jardim inédito. Nunca foi colocado um jardim vivo na avenida”, contou o carnavalesco da Unidos da Tijuca Paulo Barros.
O trabalho não para na cidade que nunca dorme.